Dentro das minhas mil e uma atividades, acreditem que não é esse número por muito pouco, foram anos e anos de ballet, dança, jazz, natação, musculação e afins... comecei a procurar algo que me trouxesse uma mistura. Algo que fosse apaixonante, que envolvesse esporte, prazer, terapia. Será que existe?
Sem querer, por mais uma dessas coincidências da vida - de estar na hora certa no lugar certo - conheci o Boxe, e com o passar do tempo descobri que ele faz muito mais do que imaginei. Saio da aula quebrada, destruída, com a mão tremendo, as pernas bambas, sem mal conseguir respirar. Tive que me adaptar a ter a orelha meio dolorida, as unhas sempre curtas e voltar a deixar o cabelo crescer para ficar fácil de prender.
Saio da academia e percebo que deixei lá minha fúria, minha mágoa, minha angustia. Naquela corda, naquele saco, naquela lona comemoro e dou risada por cada golpe certeiro, deixo cair uma lágrima se me distraio e apanho na cara de ‘um qualquer’ de 1,90 que está ali, lutando de igual para igual com essa pequena menina que vos fala, de apenas 1,65.
De quebra, também tenho deixado boas calorias e grandes males por lá. Recomendo!


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